" Basicamente, se nós queremos uma escola diferente, se queremos mudar a escola, ou se simplesmente, não estamos gostando da nossa prática, isto significa que devemos estar disponíveis, desejosos, querendo, assumindo, enfrentando e pensando..."
Madalena Freire



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Quinta-feira (18), a Municipal Neuza Nery recebe "Mário Gusmão vai às Escolas"


Ludicidade, arte e educação. Essa é a receita que o Centro de Artes Mário Gusmão (Ceart) adota para levar às escolas publicas do município, o conceito da Cultura de Paz. Nesta quinta-feira (18), o Ceart estará na Municipal Neuza Nery, localizada no Nordeste de Amaralina e atenderá diretamente cerca 250 alunos. As oficinas de arte terão início a partir das 7h30 e seguem até às 17h. O projeto, que leva arte e mensagens de paz para as escolas foi batizado de Mário Gusmão Vai às Escolas e tem oferecido oficinas de Literatura, Artes Visuais, Teatro, Música e Dança para estudantes da rede municipal de ensino.
Por meio das linguagens artísticas, a equipe de professores provoca reflexões em torno do tema “Cultura de Paz: um exercício para a Convivência Humana. Os alunos são estimulados a pensar de que forma cada um pode contribuir para a paz em seus espaços de convivência. O projeto trabalha com crianças e adultos com o intuito de provocá-los a pensar sobre o seu papel na comunidade onde vivem e expressar sua visão sobre o mundo e a sua relação com a paz, por meio da arte. “A maioria desses alunos estão em contato com vários tipos de agressões diárias, sobretudo porque são oriundos de bairros onde estão mais suscetíveis a cultura da violência. O nosso papel é contribuir com o trabalho da escola no sentido de fazê-los sentir-se responsáveis pela solução desse problema, na medida em que cada um faz a sua parte”, explica Maria Anunciação Teles, diretora geral do CEART.

Nas oficinas de dança, por exemplo, os alunos são estimulados a criar coreografias para a música “Girassol”, da banda Cidade Negra. “Escolhemos essa canção pela letra reflexiva que ela tem e pela flor simbolizar realmente a paz. Muitos alunos não sabem disso e quando tem noção dos significados, o trabalho ganha outra magnitude e o resultado é maravilhoso”, explica a professora de dança, Adilvani Araújo que junto com a oficina de Artes Visuais, - que produz com os alunos diversos “girassóis” com papel colorido, criam um resultado coreográfico e visual que visa apresentar um nível estético atraente para a plateia formada pelos próprios alunos da escola. Nesse momento todas as oficinas mostram o resultado das atividades em sala de aula.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Grafite: arte ou vandalismo?

A arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes. Existem relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano. Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial ao Hip Hop. Para esse movimento, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.

O grafite foi introduzido no Brasil no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.

Muitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois de um lado o grafite é desempenhado com qualidade artística, e do outro não passa de poluição visual e vandalismo. A pichação ou vandalismo é caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas. Os materiais utilizados pelos grafiteiros vão desde tradicionais latas de spray até o látex.

Principais termos e gírias utilizadas nessa arte;

• Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
 Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.
• Tag: é a assinatura de grafiteiro.
• Toy: é o grafiteiro iniciante.
• Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola.com

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Entrevista pela PAZ


Como forma de fortalecimento do tema do CEART, - "Cultura da Paz: um exercício para a convivência humana", o Blog do CEART Mário Gusmão entrevistou Jaildon Jorge Amorim Goes, professor da Rede desde de 2005, Arte-Educador, Artista Visual e Arteterapeuta. Atua na rede estadual e também na municipal (nesta desde 2005).  É trabalhador PROPAZ (Instituto Potência de Paz), coordenado pela psicóloga Ruth Brasil Mesquita, que promove atividades pela construção e divulgação da Cultura da Paz e Não-Violência Ativa. Mantém atualuzado um blog com informações sobre Educação pela Cultura da Paz e em uma página do Facebook. Faz palestras, seminários e coordena atividades artísticas em instituições públicas e privadas, organizações não governamentais, entre outros.


1Blog Ceart Mário Gusmão-  Por que trabalhar Cultura de Paz é um tema urgente nas Escolas?

Jaildon Jorge - Porque é uma necessidade da nossa sociedade contemporânea, uma grande reivindicação
universal, onde grupos e organizações dos mais diversos tipos promovem a necessidade de juntos construirmos
uma Cultura da Paz.
Estamos vivendo uma espécie de cultura materialista que se desdobra na cultura da violência, da criminalidade,
do individualismo, da inversão de valores e da banalização do mal que se reflete consequentemente nas Escolas.
A violência da escola, na escola, contra e no entorno da escola é consequência de uma sociedade violenta, e a
Educação para a Paz torna-se uma das alternativas para se superar e restaurar a harmonia no conflito no próprio
meio educacional.
Por conta da desigualdade social que impera em todo o Brasil, em especial, na cidade de Salvador, a violência
de todos os tipos e níveis, acaba tornando-se assim um lugar comum; surgindo assim à necessidade de
substituirmos os padrões violentos, pelas ações construtivas, positivas e proativas baseadas na Educação para
Cultura da Paz e Não Violência Ativa.
Sabemos que é um grande desafio educar para a paz, em tempos de uma cultura de violência, onde todos
sofrem, mas nem todos os envolvidos no processo sociocultural e educacional abdicam do seu papel de vítima
de uma sociedade desigual e desregrada, abrem mão e de um comportamento inerte, acomodatício e alienado.
Portanto, o que necessitamos neste momento, é de pessoas empreendedoras que aceitem o desafio de
enfrentamento da realidade e busquem desta forma, comprometer-se com as mudanças necessárias para a
existência de uma vida e de uma escola verdadeiramente mais democrática, pacífica, humana, amorosa, inclusiva
e de qualidade.
A paz precisa ser cultivada, construída! É preciso educar para a paz, onde as pessoas tenham a oportunidade
de pensar, sentir, falar e agir pela paz cotidianamente. Devemos celebrá-la, assim como celebramos a vida,  ou
seja, criar-se uma Cultura da Paz!

Blog CMG - Quais são os principais caminho para se trabalhar o tema no ambiente escolar?
JJ - Segundo Mahatma Gandhi: "Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho". O que ele quis dizer é que a só alcançaremos, trabalhando para a construção da Cultura (das culturas) da Paz e não por outros caminhos, principalmente o da força, guerra, tratados e da violência.
Cada ambiente escolar deve buscar o seu caminho para a paz, de acordo a uma profunda reflexão sobre as necessidades do seu contexto sociocultural. Com isso, o caminho para se trabalhar a paz nas escolas e na vida, deve orientar-se de acordo as seguintes dimensões/ações:
·         Consciência Pessoal: suas ações levam a aprendizagem na busca pelo contato harmonioso consigo mesmo, através do autoconhecimento e da autotransformação, bastando apenas ter a vontade e a coragem de lutar pela natureza verdadeira. No nível pessoal a paz se dá no aspecto físico, emocional, mental sexual, psicoespiritual; com o esforço pela: individuação, a busca de sentido para a vida, libertação e desindentificação com a massificação.

·         Consciência Social: suas ações levam a aprendizagem na busca pelo contato harmonioso com os outros: familiares, amigos, vizinhos... Aprendendo a amar, dialogar, conviver, respeitar, tolerar, compreender, aceitar, perdoar, compartilhar... E também empreender alguma bandeira social (solidariedade, caridade ou fraternidade). No nível social a paz se dá no próprio aspecto social, que se desdobra no econômico, cultural, político, familiar e religioso; com o esforço pela: justiça social, equanimidade, cidadania e validação dos direitos humanos.

·         Consciência Ambiental: suas ações levam a aprendizagem da buscar pelo contato harmonioso com a Terra e seus recursos, cuidando deste lugar que é nosso e que ao mesmo tempo somos nós mesmos; é preciso que cada um se reconheça como parte integrante dos vegetais, dos animais e dos minerais e de todo o cosmo. No nível ambiental a paz se dá no aspecto cósmico, natural, global; com o esforço pela: cuidado/preservação, amor e sustentabilidade.
A Educação para a Paz deve ser Integral e Holística, ou seja, o indivíduo visto como Ser Integral; as crianças, jovens e ou adultos aprenderão o tema paz como resolução de conflitos de forma criativa, proativa e positiva; a paz deve ser trabalhada como tema transversal através de atividades inter e transdisciplinares; a metodologia deve ser construtiva, dialógica e mediadora; a Arte e suas linguagens serão facilitadoras da construção desta cultura e enfim, as atividades devem promover aprendizagens e experiências significativas, pois é pela experimentação e pela vivência de valores pacíficos na ação, que possibilitaremos aos educandos a construção de uma consciência lúcida que os levarão a comportamentos mais sensatos, pacíficos, éticos e humanizados.                                                                                        

Blog CMG -O conceito sobre Cultura de Paz ainda é muito mal interpretado. Como simplificar sua ideia central?

JJ - No contexto da Cultura da Paz, a palavra paz é utilizada como princípio ou valor humano em ação que significa Harmonia, diferente de outros conceitos comuns que deturpam e limitam o seu verdadeiro sentido, onde a paz é vista como estado de tranquilidade e serenidade caracterizada pela ausência de hostilidades, violências, guerras e conflitos violentos. 
Como disse anteriormente a paz é um processo em ação e um grande movimento em curso (transforma-a-ação); com isso, é possível entender que Cultura da Paz: é um conjunto de conhecimentos que busca a consciência, a compreensão, a transformação e a consolidação de atitudes pacíficas, pacificadoras e pacifistas nas relações humanas, nos níveis: pessoal, social e ambiental. 
A paz é muitas vezes mal interpretada por conta de uma construção ideológica perversa, incoerente e deturpada que criam conceitos romantizados e ingênuos que beiram a utopia e a certo modismo. Surge assim à necessidade de superar os conceitos simplistas e simplificadores, evoluindo assim para uma visão mais positiva da paz, de harmonia mesmo que nos conflitos, associada a planos de ação que possibilitem às experiências humanizadoras: como justiça social, igualdade na diversidade, respeito aos direitos humanos, convivência digna, democracia, sustentabilidade, etc.
 A paz, assim como o amor muitas vezes são valores não muito bem-vindos e vistos para determinados sistemas socioculturais, políticos e econômicos, porque a paz ajuda na ampliação da percepção e da consciência humana, jamais violando-as; ou seja, a paz carrega uma ideologia que promove justamente o processo de libertação, humanização  e transformação pessoal, social e ambiental dos indivíduos, totalmente contrária a estes sistemas que insistem em manter indivíduos ignorantes e alienados de si mesmos e da sua realidade.

Blog CMG - Como a Arte-educação pode dialogar com o tema e tornar eficiente esta troca?

JJ - Na pergunta anterior pontuei que a Arte e suas Linguagens, (Teatro, Dança, Música, Artes Visuais e Literatura) são facilitadoras desta aprendizagem; os motivos são muitos, mas, antes de citá-los seria interessante compreender que a inter-relação dos conhecimentos entre estas duas áreas de conhecimento, possibilita a investigação e a elaboração de ações artísticas e estéticas no contexto da Educação para a Cultura da Paz.
A Arte é uma manifestação cultural que nos liberta das raias da ignorância pessoal, social e ambiental; humaniza-nos e respeita de forma mais ampla a nossa inteligência, além de incentivar todo um estado de sensibilização do ser.
A Arte também nos possibilita perceber o mundo de uma forma mais ampla e reflexiva e também nos permite construir outras realidades, criar, cocriar e recriar novas perspectivas para o mundo. Com isso, devemos oportunizar aos educandos todas as Linguagens de Arte nas escolas; pois com a Arte, eles terão a possibilidade de vivenciar experiências estéticas humanizadoras no confronto com as situações de contradição, de incerteza e da violência que caracterizam a sociedade contemporânea, fomentando possíveis estratégias de transformação de uma forma crítica e contestadora, porém, de maneira mais ética, flexível, dialógica, amorosa e pacífica.
Daí o fazer poético e estético deverá impregnar-se com a cotidianidade dos conceitos, reflexões e ações que fundamentam a Cultura da Paz, como possibilidade de vislumbrar a modificabilidade do comportamento dos educandos, incluindo o Amor (afetividade) como possibilidade de sustentação das mudanças.
Enfim, a Arte e a Paz, a combinação perfeita! Assim como a Cultura da Paz, a Arte também nos ajuda  naquilo que é uma necessidade da nossa sociedade, que é o processo de transforma a ação da realidade, no campo do possível e do impossível.

Blog CMG - Quais fontes professores e gestores escolares podem beber para familiarizar-se mais com o tema e replicar no seu dia a dia?

JJ - A paz tem uma construção sociohistórica e cultural desde as primeiras civilizações até os dias de hoje, os homens vêm criando tratados, feito estudos e reflexões sobre a paz como proposta de harmonização da sociedade. As fontes são muitas, desde documentos feitos por organizações internacionais e nacionais até uma imensa bibliografia de pesquisa, das quais, eu posso citar:

1-      REFLEXÕES SOBRE A PAZ. RUTH BRASIL MESQUITA - ROBERTO ASSAGIOLI.  EDIÇÕES PROPAZ;
2-      A ARTE DE VIVER EM PAZ (PARA UMA NOVA CONSCIÊNCIA / POR UMA NOVA EDUCAÇÃO). PIERRE WEIL.  EDITORA GENTE;
3-      EDUCAR PARA A PAZ EM TEMPOS DIFÍCEIS.  JESUS R. XÁRES. EDITORA PALLAS ATHENAS;
4-      EDUCAÇÃO PELA PAZ (UM GUIA PARA PAIS, PROFESSORES E TODOS OS ESTUDADNTES DA VIDA). CLÓVIS NUNES. EDITORA CASA DA PAZ ;
5-      EDUCAÇÃO PARA A PAZ (SUA TEORIA E SUA PRÁTICA). XESÚS R. JARES.M ARTMED EDITORA;
6-      A PAZ TAMBÉM SE APRENDE. NAOMI DREW. EDITORA GAIA;
7-      APRENDER NA VIDA, APRENDER NA ESCOLA. T. DEICAL. ARTMED EDITORA;
8-      AULAS DE TRANFORMAÇÃO (PROGRAMA DE EDUCAÇÃO EM VALORES HUMANOS). MARILU MARTINELLI. FUNDAÇÃO PEIRÓPOLIS EDITORA;
9-       CONVERSA SOBRE EDUCAÇÃO EM VALORES HUMANOS. MARILU MARTINELLI. FUNDAÇÃO PEIRÓPOLIS EDITORA;
10-   A PAZ DE ESPÍRITO (PARA VIVER BEM CONSIGO E COM OS OUTROS). ANA PERWIN FRAIMAN. EDITORA GENTE;
11-   COMO RESTAURAR A PAZ NAS ESCOLAS. (UM GUIA PARA EDUCADORES). ANTÔNIO OSÓRIO NUNES. EDITORA CONTEXTO;
12-   A PAZ É O CAMINHO (ACABANDO COM A GUERRA E A VIOLÊNCIA). DEEPAK CHOPRA. EDITORA ROCCO;
13-   BLOG EDUCAÇÃO PARA UMA CULTURA DA PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA ATIVA  =   http://educapaz-jaiartes.blogspot.com/;
14-   PÁGINA DO FACEBOOK EDUCAÇÃO PARA UMA CULTURA DA PAZ E NÃO VIOLÊNCIA ATIVA: https://www.facebook.com/jaiartes;
15-  PÁGINA DO EDUCAPAZ (EDUCAÇÃO PARA A PAZ): http://www.educapaz.org.br/;
16-  PÁGINA DA UNESCO (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A EDUCAÇÃO, A CIÊNCIA E A CULTURA): http://www.unesco.org.br;
17-  PÁGINA DA UNIPAZ (UNIVERSIDADE DA PAZ): www.unipaz.org.br
18-  CULTURA DA PAZ, NÃO VIOLÊNCIA E DIREITOS HUMANOS: http://www.culturadapaz.com;
19-  INSTITUTO SOU DA PAZ: http://www.soudapaz.org.br.
20-  ETC.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Arte nas escolas: a arte é importante para a Educação?



Leia depoimentos de quem teve sua vida influenciada pela arte; as primeiras aulas na escolinha frequentada na infância que foram capazes de estimular os estudos e a formação na vida adulta, os relatos escolhidos falam de como uma iniciativa feita no passado teve seus desdobramentos anos depois.

Denise Grinspum - Referência na área da Museologia, Denise atuou mais de vinte anos no Museu Lasar Segall. Convidada por Marcelo Araújo, diretor da instituilção na época, trabalhou na implantação do setor educativo no museu. Em seu depoimento ela conta de sua infância no Bom Retiro, os primeiros contatos com a arte e as experiências na sala de aula que a estimularam a seguir profissionalmente na área.

"Foi marcante porque eu nessa época freqüentava a escolinha das artes da Fanny Abramovich e eu fui com a Anne que é uma pessoa que é uma arte educadora incrível, que eu tenho um enorme respeito por ela. Ela era minha professora e nós fomos num grupo visitar e eu me lembro de ter visto uma exposição do Nelson Leirner, que foi incrível. Eu me lembro muito de ter visto essa exposição e inclusive tinha peças da exposição no vão livre do MASP que eram objetos manipuláveis.”


Vicentina Dalva Lyra de Castro – Alagoana da cidade de Penedo, Vicentina cresceu em uma família grande e passou sua infância em vários lugares, devido a profissão de seu pai, que era técnico agrícola. Quando jovem começou a participar de grupos de teatro e a se interessar pelas manifestações culturais feitas em seu colégio, o que a ajudou a superar sua timidez. Ela também foi uma das idealizadoras do ponto de cultura na cidade de Piaçabuçu.

“Essa escola tinha uma ação que era umas semanas de cultura, que além da temática que a sala escolhia, como a feira de ciências, que você escolhe o tema e faz o projeto dissertar sobre ele, organizar e estudar isso. A gente tinha que produzir cada sala é uma competição entre salas e cada sala tinha que produzir um espetáculo, uma música, compor uma música, interpretar, fazer um espetáculo de dança, um de teatro, é, além do desfile que tinha parte de produção, parecia escola de samba. Eu lembro na garagem, na frente de minha casa, fazendo uma baleia enorme pra um dos desfiles. Então eu terminei me envolvendo muito com arte por conta da escola. E aí eu acho que eu me encantei, porque a arte foi um instrumento pra fazer com que eu me ligasse ao mundo.”


Elisabete Porto de Oliveira – Elisabete teve uma educação bastante tradicional, quando pequena era uma aluna exemplar e desde cedo se interessou pelo mundo da Arte. Mesmo tendo que interromper os estudos por conta de problemas familiares, nunca perdeu a vontade de estudar e aprender cada vez mais, depois do casamento e da gravidez, conseguiu retomar seus estudos. Hoje é graduada em Arte e é professora voluntária junto a sua comunidade.

“Hoje sou graduada em Artes e realizo trabalhos como professora voluntária em algumas escolas do bairro onde moro. Entre os trabalhos realizados está: a leitura e releitura de imagens de obra de arte e mídia; a cidade, o bairro e a escola como patrimônio a ser preservado; observação e análise de cor, formas e estilos em nosso cotidiano; cultura visual e outros. Também organizei e coordenei projetos em Arte na escola, com diversidades artísticas, sociais, culturais e educativas, envolvendo oficinas de música, dança, pintura, escultura, teatro, cinema, gravura, fotografia e materiais recicláveis. “


Márcia de Souza Mattos – Psicóloga Lacaniana, Marcia trabalha com Arte e Educação desenvolvendo projetos junto às escolas de São Paulo. Transmite sua experiência nas áreas de música, dança, cinema e artes plásticas. Já realizou oficinas de poesia em parceria com a Prefeitura de São Bernardo e, hoje, a realização de seu trabalho junto aos jovens e crianças possibilita o florescimento dos seus dons artísticos.

"Eu me formei em psicologia, só que eu já saquei que esse negócio de ficar em consultório não rola. Eu não ia aguentar ficar horas no consultório com a pessoa falando, eu só ouvindo, pra mim a terapia funciona muito mais você fazendo alguma coisa na rua, você fazendo alguma atividade, por isso também que eu comecei a trabalhar em escola, fazer projetos de arte e educação. Você trabalha psiquicamente a pessoa, você trabalha a estruturação de equilíbrio. Eu fui muito atrás de trabalhar na área da educação, mas não pra dar aula de psicologia, porque também não funciona, entra na grade curricular como obrigação. Então, eu criava projetos de experiências com arte que propiciassem a exposição deles, trabalhar a questão de identidade, sexualidade, de relacionamento, de amizade, problemas familiares, todas essas questões através de projetos em grupo."

(Leia aqui na íntegra)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Caminhos para ensinar Arte: do barro ao teclado


Outro dia, durante as aulas de artes no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), os alunos praticavam uma atividade no computador e um deles levantou a mão e perguntou: professora, quando vamos voltar a fazer cerâmica?
Esta história, contada pela professora Simone Fogazzi, coordenadora do Polo Arte na Escola na UFRGS, revela um novo patamar no debate sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação na sala de aula. Ninguém discute mais se as chamadas TICs devem ser incorporadas à rotina escolar. A questão central agora é pensar como e quando utilizá-las para assegurar um aprendizado efetivo. Será que os alunos, mesmo sendo nativos digitais, não precisam tocar algo a mais, além de uma tela de vidro? Outra questão crucial nesta discussão: como preparar as professoras e os professores para esta verdadeira revolução no ensino?
Simone Fogazzi relata que trabalha desde 2005 com as novas tecnologias, mas as atividades experimentaram um impulso há dois anos, quando os alunos ganharam cada um o "uquinha", como é chamado o computador do Projeto UCA (Um Computador por Aluno), do Governo Federal. "No começo foi uma grande novidade trabalhar o computador como ferramenta. Depois de um tempo, eles ficaram um pouco cansados e perguntaram sobre as aulas de cerâmica", relata a coordenadora do Polo Arte na Escola na UFRGS.
Na opinião de Paulo Blikstein, professor da Escola de Educação e do Departamento de Ciências da Computação da Universidade de Stanford e diretor do Transformative Learning Technologies Lab, no caso do ensino de Artes o mais significativo é a criação e a qualidade do produto artístico. "O aluno não precisa interagir apenas com uma tela de vidro. É preciso valorizar os conceitos", ressalta. Blikstein sugere aos professores que proponham aos alunos elaborar produtos mistos, digitais e analógicos, com várias texturas e conexões com outras disciplinas.
Ele revela que a nova geração da tecnologia educacional permite aos alunos terem a dimensão do contato físico. "Já é possível ter máquinas que imprimem em 3D e em breve teremos tesouras digitais que permitirão cortar em qualquer forma e direção", afirma.
Na visão do professor de comunicação visual da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), Luli Radfaher, é importante o professor descobrir onde os alunos estão tecnologicamente e mostrar a eles que há vida além do mundo virtual. "Este aluno que pediu a cerâmica mostra que a interface digital não é maleável quanto é o barro", afirma.
Ele sustenta que o professor precisa ser parceiro do aluno. "Se ele não conhecer todas as ferramentas, deve debater a novidade com os alunos. Compartilhar é extremamente visual", diz.
A coordenadora do Polo Arte na Escola na UFRGS constata que os "professores perderam o medo" da tecnologia e que nos Grupos de Estudo do Polo dominam a internet e as técnicas de vídeos, fotografias e anima- ções. "O professor não precisa saber tudo de tecnologia. O importante é pesquisar bastante. A internet temvários cursos e tutoriais que ajudam muito os professores", afirma Simone Fogazzi.
Hoje, um dos principais projetos de capacitação do professor nesta área é o Proinfo - Programa Nacional de Tecnologia Educacional, cujo objetivo é promover o uso pedagógico da informática na rede pública. Também estão disponíveis na internet vários sites com orientações para os docentes, como o Portal do Professor, Domínio Público, TV Escola e Banco Internacional de Objetos Educacionais. Todos são gratuitos e têm acesso livre. Alguns Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, já estão comprando tablets e computadores para os professores e oferecendo cursos de capacitação.
A professora Adriana Beatriz Raach, de Porto Alegre, fez sua segunda especialização, Mídias na Educação, pela Universidade Aberta do Brasil, sistema integrado por instituições públicas no modelo a distância. "Foi um excelente curso, praticamente todas as aulas nós usamos o Proinfo", afirma.
Segundo ela, que leciona em duas escolas e participa do Grupo de Estudos no Polo Arte na Escola UFRGS, os professores precisam planejar bem o uso das TICs nas aulas de Artes. "Para ser uma ação pedagógica e assim garantir a aprendizagem, o professor tem que ter um bom planejamento e clareza do que quer realizar", sugere.
Na Universidade Regional de Blumenau (Furb), o interesse dos professores pelas TICs vem crescendo, constata a professora de Artes, Lindamir Jungue. Segundo ela, só no primeiro semestre de 2012, o Polo Furb emprestou materiais ligados às TICs para mais de 320 professores da rede municipal de Blumenau e dos municípios vizinhos de Indaial, Gaspar e Schroeder. De documentários da DVDteca Arte na Escola a materiais criados pelos alunos na disciplina de Arte e Tecnologia. Em um curso de formação para uso de TICs realizado este ano em Blumenau, 163 professores compareceram.
Na opinião dela, as TIcs são "instrumentos ou ferramentas para que o professor faça algo novo, criativo, com outras possibilidades de aprendizagem". Lindamir frisa que as novas tecnologias podem ser adotadas em todas as etapas do ensino e servem para qualquer linguagem da arte. "O que diferencia é a quantidade, o que e como usar essa tecnologia", diz.
A coordenadora do Polo Arte na Escola na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Danuza da Cunha Rangel, é favorável ao uso da TCIs desde a Educação Infantil. "Os bebês do passado brincavam com chocalhos; os de hoje brincam com chocalhos e controles remotos. Sem as TICs, os processos educacionais tendem a perpetuar o anacronismo existente entre a escola e o mundo do lado de fora", alerta.
Na visão dela, "todo professor precisa saber que a tecnologia é indispensável à vida humana e que o avanço tecnológico está profundamente ligado à produção e à aquisição de conhecimentos, bem como ao desenvolvimento de lógicas e sensibilidades".
Danuza Rangel ressalta que o fato de muitos estudantes enxergarem a tecnologia como diversão e lazer é uma vantagem. "É um fator extremamente positivo e facilitador do processo de introdução dessas novas tecnologias nas práticas pedagógicas. Com essa tendência, normalmente se consegue uma adesão instantânea a qualquer proposta de ensino-aprendizagem que envolva o uso de TICs, sobretudo no ensino da arte", diz a coordenadora do Polo UENF.
Extraído do Boletim: Arte na Escola.org

segunda-feira, 15 de abril de 2013

CEART realiza projeto de arte-educação para todas as idades


“...Já que para ser homem tem que ter a grandeza de um menino. No coração de quem faz a guerra nascerá uma flor amarela, como um girassol”.  A conhecida música da banda Cidade Negra tem sido a trilha sonora principal, mas não única, das atividades do CEART em 2013. Como amplamente divulgado, este ano o projeto “Mário Gusmão vai às Escolas" tem como pano de fundo o tema “Cultura de Paz: um exercício para a convivência humana”. Os trabalhos dos professores têm levado para as unidades de ensino momentos importantes de reflexão junto às crianças, jovens, adultos, além dos familiares.

Veja fotos:

DIA DA FAMÍLIA


















CMEI 





Em breve colocaremos mais fotos do SEJA e do projeto em outras escolas.

Até mais e volte sempre ao nosso blog! ;-)



quarta-feira, 3 de abril de 2013

CEART convida alunos e professores a refletirem sobre a Cultura de Paz


 O projeto "Mário Gusmão Vai às Escolas" começou o ano cheio de novidades. A abertura artística "O Mago Encantado das Artes" é uma delas. Trata-se de uma encenação musical produzida pelos professores de artes visuais, literatura, teatro, música e dança que cantam e dançam juntos para convidar os alunos, professores e demais colaboradores à vivenciar a arte-educação. Na peça, todos também são chamados a refletir sobre a Cultura de Paz, tema do projeto este ano de 2013, e que norteará as ações do Centro nas escolas do município. 
As atividades já foram realizadas na Madre Judite, Calazans Brandão, Artur Sales e Álvaro da Franca Rocha. A equipe do CEART, que é formada por professores nas diversas áreas da arte e educação, já trabalhou com alunos de várias faixa etárias, - do G5 aos adultos do Seja - Segmento de Educação de Jovens e Adultos. “Utilizamos da interdisciplinariedade para chegar aos alunos de forma prazerosa e discutir assuntos considerados densos como é o caso da Paz e a não-violência. As atividades são riquíssimas e eles têm trazido assuntos que vem enriquecendo muito a discussão”, explica Maria Anunciação, diretora do Centro.
A história de uma coruja que vai parar por acaso em um galinheiro é uma das atividades de arte-educação que levam a reflexão sobre tolerância e respeito às diferenças. As crianças, jovens e  adultos têm a oportunidade de aprender com muita ludicidade, em um dia de oficinas de Literatura, Teatro, Dança, Artes Visuais e Música. O projeto "Mário Gusmão vai às Escolas" é realizado desde 2010 e já atingiu cerca de 50 mil alunos da rede municipal de ensino e até o fim do ano pretende atingir mais 18 mil.